Tipos de Dissertação


Expositiva → Tem como objetivo expor, explicar ou interpretar idéias.


Na dissertação expositiva, podemos explanar sem combater idéias das quais discordamos, informando o leitor da maneira mais NEUTRA possível. Por exemplo: Um professor de História pode fazer uma explicação sobre modos de produção, aparentando impessoalidade, sem tentar convencer seus alunos das vantagens e desvantagens deles. Mas, se ao contrário, ele fizer uma explanação com o propósito claro de formar opinião dos seus alunos, mostrando as inconveniências de determinado sistema e valorizando um outro, esse professor estará argumentando explicitamente.


Um texto é expositivo quando aborda uma verdade inquestionável, dá a conhecer uma informação ou explica pedagogicamente um assunto, sem apresentar discussão ou sem que o autor dê a conhecer, explicitamente, sua posição sobre o tema tratado. Exemplos de textos expositivos: livros didáticos de ciências, de história, matérias jornalísticas informativas etc. Mas é importante ressaltar que mesmo nas dissertações expositivas é possível reconhecer uma posição, a partir da seleção de dados e da maneira de apresentar esses dados pelo autor.


Exemplo dissertação expositiva: Comparando-se o padrão de beleza de hoje ao de algumas décadas atrás, houve consideráveis mudanças, isto é, o avanço científico-tecnológico permitiu estabelecer uma correlação entre saúde e beleza. Atentas a isso, grandes empresas perceberam que havia uma ponte entre bem – estar e prestação de serviços/comércio de produtor relacionados à beleza e saúde.


Argumentativa → Tenta persuadir o leitor ou ouvinte de que determinada TESE deve ser acatada.


O texto argumentativo sustenta-se com exemplos elucidativos, interpretação analítica, evidências e juízos, sempre com visão crítica. Assim, enquanto a dissertação expositiva apresenta um assunto, a argumentativa o discute. Nela, o autor assume, explicitamente, a defesa de uma posição.


Nesse tipo de dissertação tentamos formar a opinião do leitor ou ouvinte, procurando persuadi-lo de que a razão está conosco.


Para a argumentação ser eficaz, os argumentos devem possuir consistência de raciocínio e de provas. O raciocínio consistente é aquele que se apóia nos princípios da lógica, que não se perde em especulações vãs, no “bate-boca” estéril. As provas, por sua vez, servem para reforçar os argumentos. Os tipos mais comuns de provas são: os fatos-exemplos, os dados estatísticos e o testemunho.


Mista → Junção das dissertações expositiva e argumentativa.


Não seria preciso dizer que este último método é o melhor... Por quê? Porque guarda em si as possibilidades dos dois anteriores, ou seja: ao mesmo tempo que você expõe os fatos conhecidos de todos, que podem se transformar em exemplificação atualizada, também permite que se argumente de maneira analítica, portanto crítica, e aí sejam inseridos questionamentos, juízos de valor, elementos tão caros e necessários a qualquer texto dissertativo.

Conclusão



Quando elaboramos uma dissertação, temos sempre um objetivo definido: defender uma idéia, um ponto de vista. Para tanto, formulamos uma tese interessante, que será desenvolvida com eficientes argumentos, até atingir a última etapa da estrutura dissertativa, que é a conclusão. Assim, as idéias devem estar articuladas numa seqüência que conduza logicamente ao final do texto. Para textos com teor informativo, caberá a conclusão que condense as idéias consideradas. Já no caso de textos cujo conteúdo seja polêmico, questionador, recomenda-se a conclusão que proponha soluções ou levante hipóteses acerca do tema discutido. A conclusão pode, ainda, ser uma retomada da tese, reafirmando o posicionamento nela proposto.


O texto dissertativo será tão mais convincente quanto maior, mais coerente e mais convincente for a malha de relações que o autor conseguir tecer. Ou seja, quanto mais amplo for o contexto de relações de causa e conseqüência em que o autor conseguir inserir o assunto abordado.

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